segunda-feira, 18 de abril de 2011

Impressões de Manaus

Da mesma forma que todos os gatos são pardos ás 2h da matina, todas as cidades são tranquilas! E esta foi a primeira impressão sobre Manaus: Avenidas largas e bem sinalizadas, com boas obras de infraestrutura urbana, e claro, tranquilidade!
Apesar dos quase 2 milhões de habitantes, a cidade não é grande, tanto que da cobertura do hotel é possível avistar os limites com a floresta e inclusive o Rio Negro, que parece perto para se ir a pé.
Porém, a segunda impressão não foi tão positiva quanto a primeira: Muitas calçadas largas, o que seria bom não fossem os carros estacionados tirando qualquer espaço para o trânsito de pedestres e um número sem fim de buzinadas e freadas bruscas justificadas pelas constantes obstruções de cruzamentos.
A quantidade de carros com insufilm sem transparência no para-brisa chama a atenção, e em metade dos carros onde o adereço era ausente boa parte dos motoristas não utilizava o cinto de segurança.
Voltando às calçadas, não só os carros atrapalham, as vezes as próprias edificações avançam sobre elas, nas obras, os materiais de construção são depositados ali, e na região central a quantidade de camelôs surpreende, talvez pelo fato deles já não existirem mais em algumas das principais capitais do país.
Manaus tem muitas belezas naturais, como o encontro do rio Negro com o Solimões,  o parque do Mindu, a praia fluvial de Ponta Negra, a floresta e muitas outras, mas o ponto turístico mais famoso é o Teatro Amazonas, que é bonito, mas não se compara aos teatros Municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro. 
Encravada no meio da Amazônia, o acesso é muito difícil, sendo as embarcações o principal meio de transporte da região. O aeroporto da cidade não é grande, mas é maior que o de muitas cidades importantes do país e para a Copa serão necessárias obras de ampliação e modernização.
Em quatro dias de trabalho estas foram as impressões desta cidade que teve seu auge na época da borracha e hoje  teria com certeza problemas econômicos não fosse o pólo industrial, uma cidade moderna apesar das dificuldades, mas que ainda tem muito que aprender quando se trata de civilidade, principalmente no trânsito. 

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