sexta-feira, 17 de junho de 2011

Esforço vs Resultado: o que vale mais?

Esforço vs Resultado: o que vale mais?

Escrito por marcelo cuellar em: Sem categoria | Tags: 
Via VOCÊ S/A


Recentemente um profissional me contou na entrevista que em seu próximo emprego gostaria de trabalhar em uma empresa que valorizasse seu esforço. Isto porque na sua história profissional ele sempre foi aquele que chegou mais cedo, saiu mais tarde, se disponibilizava para vir aos finais de semana e eventualmente ser o responsável pelos projetos extras que ninguém queria.
Mas mesmo com todo este esforço, nem sempre foi o mais recompensado e nem o que mais rapidamente cresceu na carreira. Injustiça? Politicagem? Pode até ser, mas o que as empresas buscam hoje não é necessariamente o maior esforço e sim o melhor resultado.Às vezes para se obter o melhor resultado é preciso muito esforço, mas nem sempre.É como se a meta fosse acertar com uma flecha um centro de um alvo. Um dos atiradores treina durante meses para ser um exímio arqueiro. O outro nada faz. No dia da prova o primeiro arqueiro acerta muito próximo do centro; o segundo arremessa a flecha em uma parede branca. Com a seta presa à parede, desenha o alvo de maneira com que o centro deste fique perfeitamente colocado onde a seta está pregada.
Quem está certo? Se a meta não foi nada mais específica do que acertar o alvo, o segundo obteve o melhor resultado.
Às vezes buscamos maneiras complexas e muito trabalhosas para obtermos nossos resultados, porque é senso comum achar que esforçar-se pouco para obter resultados é uma coisa ruim. NÃO É!! Obviamente é preciso respeitar a ética e o respeito com os demais profissionais que lhe cercam.
Provavelmente buscando o menor esforço é que foram criadas diversas soluções que nos cercam: do molho de tomate à telas touch screen.E é por isso que cada vez mais os profissionais não tem uma rotina estabelecida de 9:00h às 18:00h; trabalham por resultado, que podem estender estar jornada ou em algumas vezes encurtá-las.
Logicamente que a legislação trabalhista existe para evitar exageros por parte dos empregadores assim como a regulamentação de horas extras entre outros aspectos.
Mas a legislação não poderá definir quem serão os promovidos, quem crescerá mais na carreira e quem será o profissional de referência. E isto somente seus resultados farão por você.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

X Men Primeira Classe - Salvando o dia.

6h30 da matina e o telefone toca com a rádio taxi informando por engano sobre um taxi . Na manhã fria de São Paulo já o suficiente para tirar o humor de qualquer ser humano. Depois, o carro que deveria passar 07h10 não aparece, e para chegar ao trabalho é necessário uma caminhada de meia hora.

O dia passa com muito trabalho e reuniões chatas, mas o mau humor não, e quando termina o expediente chega a hora de ir para a aula de finanças corporativas. Chove muito e os ventos de 70 km/h deixam a cidade um caos. O dia que já tinha sido péssimo fica ainda pior com o trânsito caótico e, diante disto, uma opção é esquecer o MBA e partir para um cinema.

O filme é X-Men - Primeira Classe, produção ambientada na década de 60, que explora alguns fatos históricos e, como todo filme de super heróis, tem um vilão malvado com seu plano malígno e seus brinquedos poderosos. 

Porém é mais que isto. É cheio de ação, humor e aventura, mas também um drama sério nos momentos certos, especialmente em relação aos personagens, cujo desenvolvimento vai diretamente ao encontro do debate central dos mutantes.

As raízes do "bem" e do "mal" em X-Men - Primeira Classe, são emaranhadas em um solo fértil de situações inteligentes. É muito interessante o debate quando ambos os lados argumentam com razão e, ainda que antagônicos, pareçam igualmente corretos.

No fim os mutantes salvam o mundo de uma possível terceira guerra mundial e cada um toma um rumo na história. Além disto, sem saber, salvam também um dia chato, cansativo e pouco produtivo de um humano qualquer.



segunda-feira, 30 de maio de 2011

Era de transição ou Eras de transição?

Certo dia escutei de um professor da pós que somos da era da transição. Nascidos entre a década de 60 e o início da de 80, ou seja, a geração X. Isto porque nascemos num período em que a tecnologia estava em um estágio menos avançado e hoje domina o mundo. E mais, somos os responsáveis pela criação e o desenvolvimento desta mesma tecnologia.

Vimos e participamos da criação ou popularização dos computadores pessoais, das mídias digitais, das transmissões sem fio, do celular, da internet, do uso de satélites e todos os desdobramentos destas criações. Tudo o que hoje é febre e indispensável na vida da molecada e que dita o ritmo do mundo.

Concordo que preparamos a tecnologia para as novas gerações, mas quem possibilitou a criação destas tecnologias? Se olharmos por outra ótica, todas as gerações foram de transição e continuarão sendo, porém em velocidades cada vez maiores.

No início andávamos sobre os quatro membros e começamos a andar sobre dois. Não tínhamos a fala bem definida e agora falamos pelos cotovelos! Vivíamos de caça, pesca e frutos, e passamos a nos organizar em propriedades e cultivar nosso alimento. Passamos por grandes impérios, revoluções religiosas e culturais, revolução industrial, pós guerras, revolução tecnológica e hoje considero que vivemos a era da informação. 

Não só a era da informação, mas talvez a era da informação em tempo real, pois é possível saber em minutos algo que aconteceu ou está acontecendo do outro lado do mundo.

O que mais impressiona é a velocidade em que as mudanças estão ocorrendo, antes eram necessárias décadas para consolidar uma mudança, atualmente poucos anos são suficientes para grandes transformações.  Como será no futuro?

Realmente estamos vivendo uma era de transição, como todas as outras já passadas, mas acredito que esta seja um marco na velocidade das mudanças e das novas transições que estão por vir!

domingo, 15 de maio de 2011

O que fazer com Serra?


Autor: 
Do Correio Braziliense
O Que Fazer Com Serra?
*Marcos Coimbra  
Triste sina a de José Serra. Nem bem terminou uma eleição em que foi protagonista, ninguém (nem ele) sabe o que será de sua vida.
Pelo que vemos na imprensa, anda à procura de platéias e interlocutores. Topa se encontrar com quem quer que seja, para tratar de qualquer coisa. Se houver alguém que queira conversar, está à disposição.
O problema (para ele) é que não parecem ser muitos os interessados. Salvo um ou outro amigo, um ou outro jornalista fiel, anda sumido e tem que se esforçar para ser lembrado. Fala-se dele, mas não com ele.
Há um ano, era um ator fundamental do jogo político nacional. Depois de um longo percurso, tornara-se o candidato de seu partido à sucessão de Lula. Havia quem o visse como futuro presidente da República, alguns por pura torcida, outros por não entenderem o que as pesquisas diziam.

Ele mesmo, pessoa racional que sempre foi, sabia que suas chances eram pequenas. Tinha consciência de que Dilma era franca favorita e que só se ela errasse teria possibilidades apreciáveis de vencer. Não chegava ao ponto de achar que a derrota era inevitável. Mas não se iludia a respeito das dificuldades.
Via sua candidatura como uma espécie de destino do qual não conseguiria escapar nem se tentasse. Na verdade, sempre a buscara e não seria na hora em que a tinha em mãos que a recusaria. Ele tinha que ser, pelas pressões de seus companheiros e correligionários, e queria ser candidato.
Apesar disso, assumir a candidatura, consciente de que o mais provável era perder, não foi fácil. Deu sinais tão nítidos de hesitação que a grande imprensa paulista, aliada de primeira hora, chegou a publicar editoriais em que avisava que romperia com ele se não fosse em frente. Teve que ir.
O que o assombrava era a perspectiva de algo que está acontecendo hoje. Se não vencesse, o risco era que sua carreira política terminasse dali a alguns meses. No cenário que ele admitia ser mais provável, em que Dilma seria presidente e ele não teria mandato, estaria aposentado e seria para breve.
Com idade para trabalhar por ainda muito tempo e no auge de sua capacidade como homem público, teria que pendurar as chuteiras.
A tentação era grande de ceder aos apelos da família, ficar em São Paulo, disputar (como favorito) a reeleição e permanecer na ativa.
Dilema semelhante a esse nunca houve no PT. Lula perdeu três eleições e continuou candidato, sem questionamento relevante (é verdade que Eduardo Suplicy tentou, mas, como ninguém o leva a sério, acabou não dando em nada). E Lula não ficou sem ter o que fazer depois das derrotas. O partido logo criou uma agenda para mantê-lo politicamente vivo, como seu candidato natural para a seguinte.
No PSDB, isso não existe. Quem perde cede a vez, a menos que ninguém queira. E Serra sabia que havia quem a quisesse: Aécio, que se movimentara para ser candidato naquela (mesmo consciente de que suas chances eram escassas), já estava em campo.
O que está acontecendo hoje confirma o que Serra calculava (e temia). Perdeu a eleição, ficou sem mandato, viu seu desafeto Geraldo Alckmin vencer e está a caminho acelerado da aposentadoria.
Seria diferente se tivesse feito uma boa campanha, sem apelações e em nível elevado? Se não tivesse cometido tantos erros? Se tivesse se poupado de vexames como as bolinhas de papel, as procissões, as baixas acusações?
É impossível dizer com segurança, mas o certo é que teria preservado maior credibilidade. Se não tivesse, por exemplo, prometido ficções como um valor irreal para o salário mínimo, o 13º do Bolsa-Família, aumentar em 30% o número de professores na rede pública, dentre outras maluquices, suas opiniões sobre a política econômica do governo Dilma seriam mais ouvidas.
O fato é que não tem como evitar ser o que se tornou. Como dizem seus companheiros de partido, um problema para a renovação das oposições.
*Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi