segunda-feira, 30 de maio de 2011

Era de transição ou Eras de transição?

Certo dia escutei de um professor da pós que somos da era da transição. Nascidos entre a década de 60 e o início da de 80, ou seja, a geração X. Isto porque nascemos num período em que a tecnologia estava em um estágio menos avançado e hoje domina o mundo. E mais, somos os responsáveis pela criação e o desenvolvimento desta mesma tecnologia.

Vimos e participamos da criação ou popularização dos computadores pessoais, das mídias digitais, das transmissões sem fio, do celular, da internet, do uso de satélites e todos os desdobramentos destas criações. Tudo o que hoje é febre e indispensável na vida da molecada e que dita o ritmo do mundo.

Concordo que preparamos a tecnologia para as novas gerações, mas quem possibilitou a criação destas tecnologias? Se olharmos por outra ótica, todas as gerações foram de transição e continuarão sendo, porém em velocidades cada vez maiores.

No início andávamos sobre os quatro membros e começamos a andar sobre dois. Não tínhamos a fala bem definida e agora falamos pelos cotovelos! Vivíamos de caça, pesca e frutos, e passamos a nos organizar em propriedades e cultivar nosso alimento. Passamos por grandes impérios, revoluções religiosas e culturais, revolução industrial, pós guerras, revolução tecnológica e hoje considero que vivemos a era da informação. 

Não só a era da informação, mas talvez a era da informação em tempo real, pois é possível saber em minutos algo que aconteceu ou está acontecendo do outro lado do mundo.

O que mais impressiona é a velocidade em que as mudanças estão ocorrendo, antes eram necessárias décadas para consolidar uma mudança, atualmente poucos anos são suficientes para grandes transformações.  Como será no futuro?

Realmente estamos vivendo uma era de transição, como todas as outras já passadas, mas acredito que esta seja um marco na velocidade das mudanças e das novas transições que estão por vir!

domingo, 15 de maio de 2011

O que fazer com Serra?


Autor: 
Do Correio Braziliense
O Que Fazer Com Serra?
*Marcos Coimbra  
Triste sina a de José Serra. Nem bem terminou uma eleição em que foi protagonista, ninguém (nem ele) sabe o que será de sua vida.
Pelo que vemos na imprensa, anda à procura de platéias e interlocutores. Topa se encontrar com quem quer que seja, para tratar de qualquer coisa. Se houver alguém que queira conversar, está à disposição.
O problema (para ele) é que não parecem ser muitos os interessados. Salvo um ou outro amigo, um ou outro jornalista fiel, anda sumido e tem que se esforçar para ser lembrado. Fala-se dele, mas não com ele.
Há um ano, era um ator fundamental do jogo político nacional. Depois de um longo percurso, tornara-se o candidato de seu partido à sucessão de Lula. Havia quem o visse como futuro presidente da República, alguns por pura torcida, outros por não entenderem o que as pesquisas diziam.

Ele mesmo, pessoa racional que sempre foi, sabia que suas chances eram pequenas. Tinha consciência de que Dilma era franca favorita e que só se ela errasse teria possibilidades apreciáveis de vencer. Não chegava ao ponto de achar que a derrota era inevitável. Mas não se iludia a respeito das dificuldades.
Via sua candidatura como uma espécie de destino do qual não conseguiria escapar nem se tentasse. Na verdade, sempre a buscara e não seria na hora em que a tinha em mãos que a recusaria. Ele tinha que ser, pelas pressões de seus companheiros e correligionários, e queria ser candidato.
Apesar disso, assumir a candidatura, consciente de que o mais provável era perder, não foi fácil. Deu sinais tão nítidos de hesitação que a grande imprensa paulista, aliada de primeira hora, chegou a publicar editoriais em que avisava que romperia com ele se não fosse em frente. Teve que ir.
O que o assombrava era a perspectiva de algo que está acontecendo hoje. Se não vencesse, o risco era que sua carreira política terminasse dali a alguns meses. No cenário que ele admitia ser mais provável, em que Dilma seria presidente e ele não teria mandato, estaria aposentado e seria para breve.
Com idade para trabalhar por ainda muito tempo e no auge de sua capacidade como homem público, teria que pendurar as chuteiras.
A tentação era grande de ceder aos apelos da família, ficar em São Paulo, disputar (como favorito) a reeleição e permanecer na ativa.
Dilema semelhante a esse nunca houve no PT. Lula perdeu três eleições e continuou candidato, sem questionamento relevante (é verdade que Eduardo Suplicy tentou, mas, como ninguém o leva a sério, acabou não dando em nada). E Lula não ficou sem ter o que fazer depois das derrotas. O partido logo criou uma agenda para mantê-lo politicamente vivo, como seu candidato natural para a seguinte.
No PSDB, isso não existe. Quem perde cede a vez, a menos que ninguém queira. E Serra sabia que havia quem a quisesse: Aécio, que se movimentara para ser candidato naquela (mesmo consciente de que suas chances eram escassas), já estava em campo.
O que está acontecendo hoje confirma o que Serra calculava (e temia). Perdeu a eleição, ficou sem mandato, viu seu desafeto Geraldo Alckmin vencer e está a caminho acelerado da aposentadoria.
Seria diferente se tivesse feito uma boa campanha, sem apelações e em nível elevado? Se não tivesse cometido tantos erros? Se tivesse se poupado de vexames como as bolinhas de papel, as procissões, as baixas acusações?
É impossível dizer com segurança, mas o certo é que teria preservado maior credibilidade. Se não tivesse, por exemplo, prometido ficções como um valor irreal para o salário mínimo, o 13º do Bolsa-Família, aumentar em 30% o número de professores na rede pública, dentre outras maluquices, suas opiniões sobre a política econômica do governo Dilma seriam mais ouvidas.
O fato é que não tem como evitar ser o que se tornou. Como dizem seus companheiros de partido, um problema para a renovação das oposições.
*Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

sábado, 14 de maio de 2011

Tecnologia no boteco

Com a facilidade de estar sempre conectados a grande rede, não é difícil observar pessoas na rua com seus brinquedos eletrônicos trocando mensagens, emails, twitters, etc.

Críticos afirmam que estamos ficando cada vez mais anti-sociais, não nos relacionamos mais com pessoas e sim com máquinas, e que até as conversas de boteco não são as mesmas, pois além de ficarmos concentrados nas conversas on-line, discussões calorosas típicas de mesas de bar ficam menos interessantes uma vez que a qualquer momento podemos sanar nossas dúvidas no Google. 

Ledo engano, é tarefa quase impossível deixar uma conversa de boteco chata, e ter acesso a qualquer informação a qualquer momento apimenta qualquer discussão, vira apostas, gera outras discussões, outros assuntos e deixa a saideira pra mais tarde.

A grande verdade é que a tecnologia da informação, seja no trabalho, em casa, no ônibus ou em uma mesa de bar, é um grande divisor de águas que traz inúmeras possibilidades, populariza cada vez mais o conhecimento e quem sabe, nos tornará mais inteligentes.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Rio: Oportunidade X Preparação

O Filme Rio, do diretor brasileiro Carlos Saldanha (A Era do Gelo) é a animação atualmente em destaque em todo o mundo. O filme rende algumas risadas, porém tem uma história fraca, cheia de clichês e com o final feliz de sempre. A animação recheada de detalhes beirando a perfeição marca  a produção, sem falar que ter o Rio de Janeiro como pano de fundo é um privilégio. Privilégio amplamente explorado conferindo grande charme ao filme que possivelmente concorrerá ao Oscar de melhor fotografia.

OPORTUNIDADE

Com duas semanas seguidas na liderança das bilheterias mundiais, não haveria momento melhor para o lançamento do filme, já que o Brasil e o Rio estão "na moda", devido tanto ao momento político e econômico, quanto à próxima Copa e às Olimpíadas de 2016.

Isto leva a pensar que o diretor é um cara de sorte, que estava no lugar certo e na hora certa. Mas, existe realmente sorte? Para muitos, sorte é destino, predição, ser escolhido. Encaro sorte como uma Fórmula: Oportunidade X Preparação.

As oportunidades existem e estão aí para todos aproveitarem, mas estamos preparados ? Como na maioria das vezes as pessoas não estão preparadas para as oportunidades que surgem, acabam taxando de sortudos aqueles que estão.

Esta preparação pode vir de berço (riqueza, poder, influencia, etc) ou pode ser adquirida com estudos, relacionamentos, reconhecimento no trabalho, etc. No caso do filme, como já dito, o Brasil está na moda, e o diretor, que é brasileiro, estava muito bem preparado para rodá-lo.

A prefeitura do Rio, também percebendo a oportunidade, apoiou parte da campanha publicitária, fazendo da animação uma excelente jogada de marketing para a cidade. O que resta saber é, se este filme é uma boa forma de divulgação do Rio de Janeiro ou se o momento vivido pelo Brasil é a forma de divulgação do filme! Ou provavelmente, as duas coisas.

Com colaboração da Melãozinha!