quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Quem tem mais sede?

Difícil saber quem tem mais sede, o consumidor de cerveja ou a maior fabricante mundial deste líquido sagrado e lucrativo, a AB-InBev. A gigante do mercado de bebidas, não satisfeita em ser a maior empresa do mercado, já dispara há algum tempo sobre as cervejarias artesanais e agora resolveu comprar a número dois do mercado, a SABMiller, dona de marcas como a italiana Peroni, a tcheca Pilsner Urquell e a holandesa Grolsch.

A AB-InBev, controlada parcialmente pela brasileira AmBev, segue mexendo com o mercado nos últimos anos com aquisições e mais aquisições. Líder isolada do segmento mainstream (aquelas mais bebidas pela galera) já algum tempo vem mirando sua artilharia (e olha que o calibre é grosso!) para as cervejarias artesanais. Nos EUA a empresa já comprou a  Goose Island, Blue Point, 10 Barrel e a Elysian e no Brasil, recentemente juntou a seu já imenso portfólio, as cervejas da Wals de Belo Horizonte e a da Colorado de Ribeirão Preto.

Nos EUA, como a concorrência com as cervejarias artesanais é maior, a Ab-InBev mudou a estratégia e hoje tenta limitar os concorrentes através da aquisição de distribuidores, tornando mais difícil para pequenas cervejarias  conseguir colocar seus produtos nos bares e prateleiras.

Na mais nova cartada da empresa, foi anunciado esta semana que a britânica SABMiller aceitou a oferta de compra da líder do setor pelo equivalente a US$ 109 bilhões. Se aprovada pelas autoridades, esta fusão será a Terceira maior da história e o novo grupo terá valor de mercado de cerca de  US$ 275 bilhões e produzirão em torno de um terço de toda a cerveja do mundo. 

Nos resta saber, além de quem será a próxima "vítima", qual será o efeito deste domínio no mercado e também na qualidade da cerveja oferecida ao consumidor. Na dúvida, valorizemos a produção artesanal local, que qualidade tem de sobra!

sexta-feira, 31 de julho de 2015


Ahhhhhhhhh!!!! Cerveja...

O orgasmo é o mais alto grau de satisfação sexual, é quando se atinge a plenitude das sensações. É uma coisa tão gostosa, que existe até um dia em sua homenagem, o 31/07, dia mundial do orgasmo. Então, porque não comemorar a melhor de todas as sensações do mundo acompanhados também de uma boa cerveja? 

Vincular cerveja ao sexo não é novidade, já no final da década de cinquenta, uma tradicional mistura da cerveja Caracu com ovo, era considerado um um potente afrodisíaco. Atualmente, a cervejaria Invicta de Ribeirão Preto lançou, em comemoração ao seu 3° aniversário, a Damiana, uma cerveja segundo eles tão excitante, quanto o tesão que eles tem em fazer cerveja. Ela leva, entre outros ingredientes, a flor damiana, conhecida por suas propriedades afrodisíacas. 

Também lá fora, o sexo povoa a mente de alguns cervejeiros, como os escoceses da Brew Dog e da Innis & Gunn, que lançaram respectivamente em edições limitadas a “Royal Virility Performance” e a “50 Shades Of Green”. A primeira, em comemoração ao casamento do Príncipe William, tem viagra e ervas afrodisíacas em sua composição, e a segunda, em tributo à obra “50 Shades Of Grey” da autora E. L. James, leva 50 tipos diferentes de lúpulos vindos de diversos lugares do mundo, além de ingredientes afrodisíacos, como ginseng, ginkgo biloba e damiana.

Mas mais que uma bebida que pode conter ingredientes ditos afrodisíacos, a cerveja, assim como o sexo, é capaz de criar as melhores harmonizações aos cinco sentidos. Suas cores, aromas, sabores e texturas podem sim, junto com um olhar, o olfato, o paladar, a audição e claro, o tato, exercer um poder maior de estimular ou não nossa libido. É um ótimo acompanhamento para preparar o terreno para a safadeza!!!






quinta-feira, 23 de julho de 2015

A cerveja como inspiração.

"A cerveja é a prova viva de que Deus nos ama e nos quer ver felizes."
Benjamin Franklin

Dia 25 de julho é comemorado o dia do escritor no Brasil. É sabido que muitos deles usavam e abusavam do álcool, inclusive para auxiliar no processo de criação. A figura boêmia de alguns às vezes chega a ser tão conhecida quanto a sua obra. É o caso de Ernest Hemingway, Oscar Wilde e Scott Fitzgerald. Verdade que a cerveja não era a bebida predileta da maioria, mas estava sempre presente como ilustra o poema “Como ser um grande escritor” de Charles Bukowski:

"não se preocupe com a idade
e/ou com os talentos frescos e recém-chegados;
apenas beba mais cerveja
mais e mais cerveja"

Além de ser um bom pretexto para buscar inspiração, a cerveja é também tema principal ou coadjuvante de muitas publicações, como o poema “Lines on Ale” de Edgar Allan Poe e os livros “Confesso que bebi” do jornalista e cartunista Jaguar; e “The Trumpet Major” de Thomas Hardy. Este último autor inclusive já recebeu uma cerveja como homenagem póstuma, a Thomas Hardy´s ale. Outro que está na lista dos homenageados com cerveja é o escritor de literatura de terror H.P. Lovercraft.

Já outros dedicam, ou dedicaram, seu tempo a estudar e divulgar a cultura cervejeira. Na Inglaterra existe até uma associação de escritores de cerveja, a British Guild of Beer Writers. Entre estes, o mais importante no mundo é Michael Jackson, jornalista britânico conhecido como Beer Hunter (Não, não é aquele do Moonwalker). Ele deu importantes contribuições para a cultura cervejeira, caçando e catalogando muitas cervejas e estilos pelo mundo.

Por fim, não podemos esquecer de um grupo de entusiastas que divulga, através de seus veículos, informações, ideias e opiniões sobre o assunto: os blogueiros de cerveja! 

Parabéns e um brinde a todos! 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Meia Noite em Paris

Aqueles que a conhecem sabem, e os que não conhecem, já ouviram falar sobre a beleza da cidade luz! Ela inspira e transpira arte por todos os lados e serve de pano de fundo para o filme que dá nome a este post.

Um filme sem pé nem cabeça, que não chega a ser nenhuma obra prima e nem uma comédia de matar de rir, mas com certeza é diversão garantida para aqueles que gostam de arte, literatura e história, além de contar com a inteligência e genialidade de Woody Allen.

Meia noite em Paris passeia por épocas clássicas da capital francesa e sutilmente nos deixa uma reflexão: o passado foi melhor que o presente?

Os principais personagens do filme, quando no seu presente, gostariam de ter vivido em uma época passada e por um motivo não explicado, podem visitar os anos anteriores que marcaram a cidade. Tal vontade é um reflexo de uma parcela da população que pensa como antigamente era melhor. Mas quem nunca afirmou que antes era melhor,ou que no meu tempo era melhor, ou que hoje as coisas não são mais como antigamente?

Não se faz mais músicas tão boas, quadros ou esculturas, talvez porque ficou tão fácil fazer qualquer coisa que não damos o devido valor. Há séculos atrás um artista chegava a passar décadas trabalhando em uma mesma obra, hoje é raro gastar mais de ano para produzir algo. O que aprendemos com os mestres e o avanço da tecnologia nos permite fazer mais e, porque não, melhor.

Os acontecimentos do passado ajudaram a criar nosso presente nos servindo de inspiração (grandes músicos, escritores, artistas plásticos, cientistas etc) assim como o presente construirá o futuro. A vida segue em constante evolução, melhorando a cada dia e nos proporcionando aprendizados e momentos que não poderíamos ter vivido no passado. Tal mudança é inevitável! 

Certamente nos olharão do futuro e afirmarão como nossa época era boa.

É fantástico olhar para trás e ver como era bonito, charmoso e até poético, mas precisamos concentrar nossas energias no presente para construir um futuro cada vez melhor. Por isto, valorize sim o passado, mas viva o presente, pois ele é o principal responsável pelo futuro.

Ah! No fim, o personagem principal escolhe o presente. Sábia decisão!






segunda-feira, 7 de maio de 2012

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A meritocracia te move ??

A meritocracia te move ??

A meritocracia é um conceito importante desde os primórdios da civilização humana. Ser reconhecido pela sua entrega ao “meio”  é realmente uma poderosa força de ignição e retribuição !! Hoje em dia você se doa, veste a camisa, é pró-ativo, luta pelos valores da sua corporação … e sua estrela passa a brilhar !! As promoções começam a bater na sua porta, o bônus “bate” na sua conta e provavelmente você sobe no palco num evento de final de ano. Cenário aparentemente perfeito, mas vamos analisar por um outro ângulo …

Clique no link do título e acesse o conteúdo na página da VOCÊ S/A

segunda-feira, 18 de julho de 2011

F1 - Evolução?

Assisti ao documentário sobre Senna. Muito bom relembrar as manhãs de domingo torcendo para aquele que na minha opinião foi o melhor piloto que já correu na F1! 

Porém lembrar também que, assim como o futebol, este esporte é movido por política, interesses e dinheiro, revolta. Milhões de pessoas torcem, se empolgam e acreditam que tudo isto é feito honestamente. 

Bem, sabemos que não é assim, o que manda é o dinheiro e o poder. Mas nem sempre foi assim! Encontrei algumas fotos na net e queria compartilhar, provavelmente estas pessoas faziam tudo isto pela paixão ao esporte, e não ao dinheiro. Será?


 Reunião no “motorhome” da Lotus Hockenheim 1970.
 O senhor a esquerda acompanhando o trabalho, é Colin Chapman fundador da Lotus.
 Box(?) da Ferrari em Monza 1971. 
Qualquer semelhança com alguma borracharia de beira de estrada é mera coincidência.
 Clemont-Ferrand 1973 - Mecânicos dão duro no carro de Emerson. Com certeza não estavam mexendo no mapeamento do motor.
 Ano 1971, Montjuich, Barcelona.
 Câmera onboard
 Ferrari em 1954, Circuito de Nurburgring. Jose Froilan Gonzalez, o piloto, guia o carro da Scuderia Italiana. Reparem que o único cinto que ele usa é o das calças. A corrida foi vencida por Juan Manuel Fangio e sua Mercedes. Froilan chegou em segundo lugar, completando a dobradinha argentina.
 Reabastecimento, reparem no extintor!
 Ano 1974 - Caixa de ferramentas.
 O sujeito da direita é Jochen Rindt, que venceu a prova, morto em Monza no mesmo ano e único campeão póstumo da F-1. 
 Mecânicos da Honda(com uniformes de beisebol) em Monza 1966. No ano anterior haviam conseguido a primeira vitória na F-1, no México.
 Clemont-Ferrand ano 1969, equipe Matra.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Esforço vs Resultado: o que vale mais?

Esforço vs Resultado: o que vale mais?

Escrito por marcelo cuellar em: Sem categoria | Tags: 
Via VOCÊ S/A


Recentemente um profissional me contou na entrevista que em seu próximo emprego gostaria de trabalhar em uma empresa que valorizasse seu esforço. Isto porque na sua história profissional ele sempre foi aquele que chegou mais cedo, saiu mais tarde, se disponibilizava para vir aos finais de semana e eventualmente ser o responsável pelos projetos extras que ninguém queria.
Mas mesmo com todo este esforço, nem sempre foi o mais recompensado e nem o que mais rapidamente cresceu na carreira. Injustiça? Politicagem? Pode até ser, mas o que as empresas buscam hoje não é necessariamente o maior esforço e sim o melhor resultado.Às vezes para se obter o melhor resultado é preciso muito esforço, mas nem sempre.É como se a meta fosse acertar com uma flecha um centro de um alvo. Um dos atiradores treina durante meses para ser um exímio arqueiro. O outro nada faz. No dia da prova o primeiro arqueiro acerta muito próximo do centro; o segundo arremessa a flecha em uma parede branca. Com a seta presa à parede, desenha o alvo de maneira com que o centro deste fique perfeitamente colocado onde a seta está pregada.
Quem está certo? Se a meta não foi nada mais específica do que acertar o alvo, o segundo obteve o melhor resultado.
Às vezes buscamos maneiras complexas e muito trabalhosas para obtermos nossos resultados, porque é senso comum achar que esforçar-se pouco para obter resultados é uma coisa ruim. NÃO É!! Obviamente é preciso respeitar a ética e o respeito com os demais profissionais que lhe cercam.
Provavelmente buscando o menor esforço é que foram criadas diversas soluções que nos cercam: do molho de tomate à telas touch screen.E é por isso que cada vez mais os profissionais não tem uma rotina estabelecida de 9:00h às 18:00h; trabalham por resultado, que podem estender estar jornada ou em algumas vezes encurtá-las.
Logicamente que a legislação trabalhista existe para evitar exageros por parte dos empregadores assim como a regulamentação de horas extras entre outros aspectos.
Mas a legislação não poderá definir quem serão os promovidos, quem crescerá mais na carreira e quem será o profissional de referência. E isto somente seus resultados farão por você.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

X Men Primeira Classe - Salvando o dia.

6h30 da matina e o telefone toca com a rádio taxi informando por engano sobre um taxi . Na manhã fria de São Paulo já o suficiente para tirar o humor de qualquer ser humano. Depois, o carro que deveria passar 07h10 não aparece, e para chegar ao trabalho é necessário uma caminhada de meia hora.

O dia passa com muito trabalho e reuniões chatas, mas o mau humor não, e quando termina o expediente chega a hora de ir para a aula de finanças corporativas. Chove muito e os ventos de 70 km/h deixam a cidade um caos. O dia que já tinha sido péssimo fica ainda pior com o trânsito caótico e, diante disto, uma opção é esquecer o MBA e partir para um cinema.

O filme é X-Men - Primeira Classe, produção ambientada na década de 60, que explora alguns fatos históricos e, como todo filme de super heróis, tem um vilão malvado com seu plano malígno e seus brinquedos poderosos. 

Porém é mais que isto. É cheio de ação, humor e aventura, mas também um drama sério nos momentos certos, especialmente em relação aos personagens, cujo desenvolvimento vai diretamente ao encontro do debate central dos mutantes.

As raízes do "bem" e do "mal" em X-Men - Primeira Classe, são emaranhadas em um solo fértil de situações inteligentes. É muito interessante o debate quando ambos os lados argumentam com razão e, ainda que antagônicos, pareçam igualmente corretos.

No fim os mutantes salvam o mundo de uma possível terceira guerra mundial e cada um toma um rumo na história. Além disto, sem saber, salvam também um dia chato, cansativo e pouco produtivo de um humano qualquer.



segunda-feira, 30 de maio de 2011

Era de transição ou Eras de transição?

Certo dia escutei de um professor da pós que somos da era da transição. Nascidos entre a década de 60 e o início da de 80, ou seja, a geração X. Isto porque nascemos num período em que a tecnologia estava em um estágio menos avançado e hoje domina o mundo. E mais, somos os responsáveis pela criação e o desenvolvimento desta mesma tecnologia.

Vimos e participamos da criação ou popularização dos computadores pessoais, das mídias digitais, das transmissões sem fio, do celular, da internet, do uso de satélites e todos os desdobramentos destas criações. Tudo o que hoje é febre e indispensável na vida da molecada e que dita o ritmo do mundo.

Concordo que preparamos a tecnologia para as novas gerações, mas quem possibilitou a criação destas tecnologias? Se olharmos por outra ótica, todas as gerações foram de transição e continuarão sendo, porém em velocidades cada vez maiores.

No início andávamos sobre os quatro membros e começamos a andar sobre dois. Não tínhamos a fala bem definida e agora falamos pelos cotovelos! Vivíamos de caça, pesca e frutos, e passamos a nos organizar em propriedades e cultivar nosso alimento. Passamos por grandes impérios, revoluções religiosas e culturais, revolução industrial, pós guerras, revolução tecnológica e hoje considero que vivemos a era da informação. 

Não só a era da informação, mas talvez a era da informação em tempo real, pois é possível saber em minutos algo que aconteceu ou está acontecendo do outro lado do mundo.

O que mais impressiona é a velocidade em que as mudanças estão ocorrendo, antes eram necessárias décadas para consolidar uma mudança, atualmente poucos anos são suficientes para grandes transformações.  Como será no futuro?

Realmente estamos vivendo uma era de transição, como todas as outras já passadas, mas acredito que esta seja um marco na velocidade das mudanças e das novas transições que estão por vir!

domingo, 15 de maio de 2011

O que fazer com Serra?


Autor: 
Do Correio Braziliense
O Que Fazer Com Serra?
*Marcos Coimbra  
Triste sina a de José Serra. Nem bem terminou uma eleição em que foi protagonista, ninguém (nem ele) sabe o que será de sua vida.
Pelo que vemos na imprensa, anda à procura de platéias e interlocutores. Topa se encontrar com quem quer que seja, para tratar de qualquer coisa. Se houver alguém que queira conversar, está à disposição.
O problema (para ele) é que não parecem ser muitos os interessados. Salvo um ou outro amigo, um ou outro jornalista fiel, anda sumido e tem que se esforçar para ser lembrado. Fala-se dele, mas não com ele.
Há um ano, era um ator fundamental do jogo político nacional. Depois de um longo percurso, tornara-se o candidato de seu partido à sucessão de Lula. Havia quem o visse como futuro presidente da República, alguns por pura torcida, outros por não entenderem o que as pesquisas diziam.

Ele mesmo, pessoa racional que sempre foi, sabia que suas chances eram pequenas. Tinha consciência de que Dilma era franca favorita e que só se ela errasse teria possibilidades apreciáveis de vencer. Não chegava ao ponto de achar que a derrota era inevitável. Mas não se iludia a respeito das dificuldades.
Via sua candidatura como uma espécie de destino do qual não conseguiria escapar nem se tentasse. Na verdade, sempre a buscara e não seria na hora em que a tinha em mãos que a recusaria. Ele tinha que ser, pelas pressões de seus companheiros e correligionários, e queria ser candidato.
Apesar disso, assumir a candidatura, consciente de que o mais provável era perder, não foi fácil. Deu sinais tão nítidos de hesitação que a grande imprensa paulista, aliada de primeira hora, chegou a publicar editoriais em que avisava que romperia com ele se não fosse em frente. Teve que ir.
O que o assombrava era a perspectiva de algo que está acontecendo hoje. Se não vencesse, o risco era que sua carreira política terminasse dali a alguns meses. No cenário que ele admitia ser mais provável, em que Dilma seria presidente e ele não teria mandato, estaria aposentado e seria para breve.
Com idade para trabalhar por ainda muito tempo e no auge de sua capacidade como homem público, teria que pendurar as chuteiras.
A tentação era grande de ceder aos apelos da família, ficar em São Paulo, disputar (como favorito) a reeleição e permanecer na ativa.
Dilema semelhante a esse nunca houve no PT. Lula perdeu três eleições e continuou candidato, sem questionamento relevante (é verdade que Eduardo Suplicy tentou, mas, como ninguém o leva a sério, acabou não dando em nada). E Lula não ficou sem ter o que fazer depois das derrotas. O partido logo criou uma agenda para mantê-lo politicamente vivo, como seu candidato natural para a seguinte.
No PSDB, isso não existe. Quem perde cede a vez, a menos que ninguém queira. E Serra sabia que havia quem a quisesse: Aécio, que se movimentara para ser candidato naquela (mesmo consciente de que suas chances eram escassas), já estava em campo.
O que está acontecendo hoje confirma o que Serra calculava (e temia). Perdeu a eleição, ficou sem mandato, viu seu desafeto Geraldo Alckmin vencer e está a caminho acelerado da aposentadoria.
Seria diferente se tivesse feito uma boa campanha, sem apelações e em nível elevado? Se não tivesse cometido tantos erros? Se tivesse se poupado de vexames como as bolinhas de papel, as procissões, as baixas acusações?
É impossível dizer com segurança, mas o certo é que teria preservado maior credibilidade. Se não tivesse, por exemplo, prometido ficções como um valor irreal para o salário mínimo, o 13º do Bolsa-Família, aumentar em 30% o número de professores na rede pública, dentre outras maluquices, suas opiniões sobre a política econômica do governo Dilma seriam mais ouvidas.
O fato é que não tem como evitar ser o que se tornou. Como dizem seus companheiros de partido, um problema para a renovação das oposições.
*Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

sábado, 14 de maio de 2011

Tecnologia no boteco

Com a facilidade de estar sempre conectados a grande rede, não é difícil observar pessoas na rua com seus brinquedos eletrônicos trocando mensagens, emails, twitters, etc.

Críticos afirmam que estamos ficando cada vez mais anti-sociais, não nos relacionamos mais com pessoas e sim com máquinas, e que até as conversas de boteco não são as mesmas, pois além de ficarmos concentrados nas conversas on-line, discussões calorosas típicas de mesas de bar ficam menos interessantes uma vez que a qualquer momento podemos sanar nossas dúvidas no Google. 

Ledo engano, é tarefa quase impossível deixar uma conversa de boteco chata, e ter acesso a qualquer informação a qualquer momento apimenta qualquer discussão, vira apostas, gera outras discussões, outros assuntos e deixa a saideira pra mais tarde.

A grande verdade é que a tecnologia da informação, seja no trabalho, em casa, no ônibus ou em uma mesa de bar, é um grande divisor de águas que traz inúmeras possibilidades, populariza cada vez mais o conhecimento e quem sabe, nos tornará mais inteligentes.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Rio: Oportunidade X Preparação

O Filme Rio, do diretor brasileiro Carlos Saldanha (A Era do Gelo) é a animação atualmente em destaque em todo o mundo. O filme rende algumas risadas, porém tem uma história fraca, cheia de clichês e com o final feliz de sempre. A animação recheada de detalhes beirando a perfeição marca  a produção, sem falar que ter o Rio de Janeiro como pano de fundo é um privilégio. Privilégio amplamente explorado conferindo grande charme ao filme que possivelmente concorrerá ao Oscar de melhor fotografia.

OPORTUNIDADE

Com duas semanas seguidas na liderança das bilheterias mundiais, não haveria momento melhor para o lançamento do filme, já que o Brasil e o Rio estão "na moda", devido tanto ao momento político e econômico, quanto à próxima Copa e às Olimpíadas de 2016.

Isto leva a pensar que o diretor é um cara de sorte, que estava no lugar certo e na hora certa. Mas, existe realmente sorte? Para muitos, sorte é destino, predição, ser escolhido. Encaro sorte como uma Fórmula: Oportunidade X Preparação.

As oportunidades existem e estão aí para todos aproveitarem, mas estamos preparados ? Como na maioria das vezes as pessoas não estão preparadas para as oportunidades que surgem, acabam taxando de sortudos aqueles que estão.

Esta preparação pode vir de berço (riqueza, poder, influencia, etc) ou pode ser adquirida com estudos, relacionamentos, reconhecimento no trabalho, etc. No caso do filme, como já dito, o Brasil está na moda, e o diretor, que é brasileiro, estava muito bem preparado para rodá-lo.

A prefeitura do Rio, também percebendo a oportunidade, apoiou parte da campanha publicitária, fazendo da animação uma excelente jogada de marketing para a cidade. O que resta saber é, se este filme é uma boa forma de divulgação do Rio de Janeiro ou se o momento vivido pelo Brasil é a forma de divulgação do filme! Ou provavelmente, as duas coisas.

Com colaboração da Melãozinha!